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Versão digital - Uma voz da província

Versão digital - Uma voz da província

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R$14,90
Formato: e-book
Edição: 1
Ano de publicação: 0
Número de páginas: 144
ISBN: 9788577291090
Sinopse Sobre o autor Comentários (0)
De cachoeiro para o mundo Nos anos 40 do século XX, o Brasil era uma economia eminentemente rural. Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo, à frente desse tempo, navegava em onda industrial inédita para cidades de seu porte. O desenvolvimento agro-industrial, iniciado anos antes por Jerônimo Monteiro, estagnou, mas deixou como legado o alicerce econômico que permitiu a escalada cultural da cidade, exportadora de talentos. Entre os 37 jornais na época editados no Rio de Janeiro, então capital federal, o Diário de Notícias era o mais influente em educação e cultura. Conservador, espécie de porta-voz da velha união democrática nacional (UDN), inovou ao lançar um suplemento literário, reunindo críticos e escritores consagrados. O jornal chegava com atraso em Cachoeiro, mas a cidade o esperava e lia, atenta ao país e ao mundo. Cachoeiro era culturalmente tão avançado que conseguiu, com Newton Braga, abrir espaço no escrete de celebridades do DN. As críticas de livros que ele, como teste, enviou ao jornal impressionaram tanto os editores que acabou contratado. Nasceu, assim, a coluna "Uma voz da província", sempre "simples de sincera", segundo seu dono. Suas observações, além de atiladas, eram bem-humoradas, o que surpreendia num escritor que seus conterrâneos viam como uma figura taciturna, embora doce e amiga. Ao flagrar, por exemplo, escorregadela da escritora Dinah Silveira de Queiroz, na tradução de Deuses de barro, do escritor americano Lloyd Douglas, que mostra a personagem principal da obra a descer "As camadas para se reunir a seus convidados", ele observou: "é mais provável que o autor tenha posto ali uma escada". Newton era talento raro, espírito universal que optou, na época, por permanecer na província, de onde municiava, via correios e telégrafos, as páginas do mais famoso caderno cultural do país. Parecia querer mostrar, modesta e precocemente, que no Brasil profundo também há inteligência. Daí, a importância da reunião em livro das suas críticas literárias. Elas antecipam a globalização, mostrando a sintonia da "província", num mundo ainda "fechado", com a melhor produção literária nacional e universal, em comentários construtivos, sempre simples e sinceros: de Cachoeiro para o mundo, na voz de Newton Braga. Sérgio Garschagen Jornalista
Livros
Autor Newton Braga
Biografia

Jornalista e escritor. Nasceu em Cachoeiro de Itapemirim, ES., em 11.08.1911. Faleceu no Rio de Janeiro, RJ., 1°.06.1962. Formou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Minas Gerais, em 1932. Em Belo Horizonte iniciou-se no jornalismo escrevendo reportagens e crônicas literárias nos Diários Associados, e publicou os seus primeiros poemas. Logo depois retornou para Cachoeiro, onde exerceu diversas atividades: tabelião, diretor do jornal Correio do Sul, professor de português, diretor da Rádio Cachoeiro, fundador da Galo Publicidade, a primeira agência de publicidade do Estado do Espírito Santo. Em 1939, criou o Dia de Cachoeiro, em 29 de junho (dia de São Pedro, padroeiro da cidade), hoje tradicional festa da cidade em homenagem aos cachoeirenses ausentes, cuja idéia foi adotada por muitas cidades do Espírito Santo. Durante algum tempo assinou uma seção de crítica literária em jornais do Rio denominada Uma Voz da Província, e publicou no suplemento literário do Diário de Notícias a coluna Casos & Epigramas. Em 1958, fixou residência no Rio de Janeiro, onde continuou a trabalhar em jornalismo e publicidade em diversos veículos, como a TV Tupy, Manchete, Mundo Ilustrado, PN (Publicidade&Negócios), Senhor e Editora do Autor.

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