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A luta continua: a reeleição de Dilma evita catástrofe

Não adiantaram as apelações da revista Veja, muito menos as manipulações do esquema Globo. Dilma Rousseff foi reeleita e continuará a política de inclusão social, a manutenção dos empregos, o respeito à autodeterminação dos povos e uma política externa independente. E, como disse a própria presidenta: a hora é do diálogo.


Foi uma diferença de quase três milhões e meio de votos. Para alguns pode parecer pouco, mas os números correspondem a um Uruguai.

Desta vez, a mídia de mercado passou dos limites no apoio ostensivo ao candidato derrotado Aécio Neves. Foi também uma derrota da Veja, das Organizações Globo, dos jornais Estado de S.Paulo e Folha de S.Paulo, para não falar de mídias regionais com a RBS do Rio Grande do Sul.

Aécio Neves deixou claro que se vencesse a eleição mudaria a política externa que ficaria a cargo de um tal de Rubens Barbosa, ex-embaixador do Brasil em Washington, que toda semana escreve em alguns jornalões defendendo a aproximação do Brasil com os Estados Unidos e a União Europeia.

Na verdade, ao reeleger Dilma Rousseff, os eleitores evitaram a catástrofe que seria um governo Aécio Neves. O candidato se apresentava como o político da mudança, quando na verdade representava o retrocesso. Alguém teve dúvidas ainda por cima depois do anúncio do nome de Armínio Fraga para titular do Ministério da Fazenda? Podem imaginar o que seria do Brasil se o ex-empregado do megaespeculador George Soros fosse ministro? Não bastou ele ter sido o poderoso chefão do Banco Central no governo FHC?

Quem não tem memória curta e atravessou o período do governo FHC sabe perfeitamente do perigo que os brasileiros se livraram.

A eleição de 2014 trouxe também algumas novidades e também velhacarias do tipo revista Veja. Esta publicação da família Civita em toda véspera de eleição traz “novidades“ que se desfazem pouco depois de serem conhecidos os resultados das urnas. É a própria história da sordidez.

Não é à toa que a referida revista é também conhecida como sujíssima Veja, por causa de suas mentiras e manipulações grosseiras. Desta vez, além das acusações do doleiro contra Dilma e Lula, desconhecidas até do seu advogado, a patota de Aécio Neves no domingo da eleição lançou o boato segundo o qual Alberto Yousseff morreu envenenado.

Não morreu não. Teve uma queda de pressão arterial e preventivamente foi levado a um hospital.

Yousseff, um bandido que em conjunto com outros bandidos infiltrados na Petrobras quer se valer do benefício da delação premiada para não mofar o resto da vida na prisão, vai ter que provar tudo, se não de nada adiantarão os acordos feitos. Ou será que ele imaginava que com uma vitória do Aécio Neves iam livrar a sua cara?

Outro fato a merecer maiores reflexões é o ataque na Editora Abril ainda na sexta-feira a noite. Se foi mesmo a UJS, vinculada ao PC do B, mais uma vez um grupo que se considera de esquerda fez o jogo da direita e faz lembrar o dito histórico do professor Darci Ribeiro alertando sobre a existência de uma “esquerda que a direita gosta”.

Ao sujarem a entrada da sujíssima Veja, os adeptos da UJS, ou que se apresentaram como seus representantes deram munição para os barões midiáticos.

Vale aqui um parêntese sobre a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), agora capitaneada por setores aliados do conservadorismo midiático. A secular entidade divulgou nota solidarizando-se com a revista Veja e não deu uma palavra sobre a manipulação da publicação para influir na eleição presidencial.

A ABI, agora aliada da ABERT (Associação Brasileira de Rádio e Televisão  e da ANJ (Associação Nacional dos Jornais) condenou também o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por ter concedido direito de resposta às ofensas proferidas pela publicação contra Dilma Rousseff e a proibição da divulgação das denúncias sem provas nas redes sociais.

A ABI silenciou totalmente sobre a denúncia da ex-presidenta do sindicato de jornalistas de Minas Gerais, Eneida da Costa, segundo à qual o então governador de Minas Gerais telefonava para os proprietários de veículos de comunicação para pedir a cabeça de repórteres e fotógrafos considerados adversários do referido político. Se isso não é censura, então como denominar esse procedimento? E o que fez a ABI? Absolutamente nada.

A partir de agora, todo o cuidado é pouco, porque golpistas são sempre golpistas. Alguns colunistas de sempre, entre os quais Merval Pereira e Demétrio Magnoli, já não esconderam em suas reflexões a possibilidade de uma crise institucional que poderá resultar no impeachment de Dilma Rousseff em função, diga-se de passagem, das denúncias sem provas do doleiro Alberto Yousseff.

Colunistas como os dois mencionados remetem aos tempos da Guerra Fria quando a mídia conservadora falseava a realidade para derrubar o presidente constitucional João Goulart.

Aliás, o próprio Aécio Neves recuou mais ainda ao utilizar a terminologia “mar de lama” para criticar a adversária. Aécio que chegou a ir até o túmulo do avô, Tancredo, na verdade repetiu o jargão dos inimigos de Getúlio Vargas: “mar de lama”.

Tancredo Neves, ministro da Justiça de Getúlio, deve ter se virado no túmulo por causa do procedimento do neto. Na verdade, apesar da lembrança de Aécio sobre Tancredo, o candidato derrotado deveria assumir a proximidade com o pai, Aécio Cunha, com quem trabalhou nomeado para o gabinete do parlamentar. Cunha tinha o gabinete em Brasília, mas Aécio não saía do Rio de Janeiro. O pai de Aécio foi deputado da Arena (Aliança Renovadora Nacional) e do PDS (Partido Democrático Social), partidos políticos apoiadores da ditadura civil-militar, e em 1962 se elegeu com o apoio do IBAD (Instituto Brasileiro de Ação Democrática), que era abastecido com dólares da CIA para formar uma bancada contra o presidente Jango Goulart, com ênfase para o discurso anticomunista. Mas isso os jornalões esconderam.

Sessenta e dois anos depois tentam repetir a mesma história, claro, como farsa, ou seja, com personagens diferentes e utilizando linguajar próximo, mas adaptado a este momento.

Mário Augusto Jakobskind, jornalista e escritor, correspondente do jornal uruguaio Brecha; membro do Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (TvBrasil). Seus livros mais recentes: Líbia, barrados na fronteira; Cuba, apesar do bloqueio e Parla!, editados pela BOOKLINK.


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