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Marcia de Almeida

Jornalista e escritora. Carioca, mas ainda não sabe se nasceu numa sexta-feira 13, ou num domingo de sol. De qualquer forma, foi no bairro de Botafogo, time pelo qual torce.

Desde que se entende por gente preocupa-se com a questão social, motivo que a fez deixar o país, aos 18 anos, ditadura plena.

Passaram-se cinco anos e meio até que pudesse voltar para, pouco depois, ser enquadrada na Lei de Segurança Nacional, por artigo escrito no semanário carioca Repórter. Na raspa do tacho, foi incluída, junto a outros nove jornalistas também incursos na LSN, no decreto de anistia, em 1979.

Primeira mulher a ser editada pela Editora CODECRI (do jornal O Pasquim), em 1980, com seu segundo livro, Sob o signo da chuva (o primeiro, Fios y navios, em edição conjunta com Cabeça quebrada, de Elias Fajardo da Fonseca, foi publicado por uma cooperativa de jornalistas, Preto-no-Branco, em 1977), escreveu ainda De cunhatã pra cunhã (um longo poema sobre o Brasil), e o romance Casulo das águas (1983, Editora Marco Zero), única ficção sobre a guerrilha do Araguaia, baseada em fatos reais.

Depois disso, fez um dos programas de cinema e vídeo na Universidade de Nova York e, na volta, escreveu o roteiro original do longametragem Pagú – que acabou se chamando Eternamente Pagú –, uma das produções mais confusas da década de 80.

No Plano Collor, viu sua estréia como assistente de direção ir por água abaixo. Com o fechamento das instituições culturais e o seqüestro do dinheiro das pessoas e empresas das contas correntes e aplicações, Quarto Crescente, escrito em parceria com o diretor Ney Costa Santos, filho, literalmente, dançou...

Foi bater com os costados em Praga, na então Tchecoslováquia, “o lugar mais longe que eu vi no mapa mundi, onde eu tinha algum interesse”. Lá, testemunhou a chegada do Ocidente no Leste Europeu e entrou oito vezes na guerra da Bósnia Herzegovina, como correspondente do jornal português Expresso, da rádio também portuguesa TSF, redações brasileiras da BBC, Deutsche Welle e Rádio Netherlands e da revista IstoÉ, fora alguns frilas.

Se houver mesmo reencarnação, depois da Bósnia, quero voltar pedra. Das bem vagabundas, sem valor geológico nenhum”, concluiu. “ Se nós, bicho-homem, somos os seres racionais e pudemos deflagrar aquilo tudo, em pleno século XX, quero estar fora dessa classificação”. E isso, nem se pensava na “guerra santa” do começo do século XXI...

A seguir, parou em Lisboa, onde já havia morado, desgastada e aturdida pela guerra dos Bálcãs. Pouco depois, começou como colaboradora do jornal carioca O Globo, e ficou na terrinha até fins de 1996, quando voltou ao Brasil.

Todos os planos se inviabilizaram a partir de um acidente doméstico sofrido, em 1997, com direito a quatro coágulos cerebrais, 18 dias de hospital e muito tempo para se reaprumar.

Ao longo de toda essa trajetória, escreveu mais dois romances (Nos quintais do mundo e Lagartixas), um livro de contos (Da cor do azeviche), um paradidático Afinal, o que é produção? (Editora Senac/Nacional, 1999), e tem dois trabalhos engatilhados: Diário sem bordas – pequenas histórias do pós-comunismo, e um livro sobre a Internet, este em busca de patrocínio.

Em 2000, passou a assoviar e chupar cana, foi membro do GTI (Grupo de Trabalho Intergovernamental), que organizou no Rio o III Congresso Nacional Contra o Racismo e a Intolerância e, desde então, tenta implantar na Secretaria de Estado do Trabalho o projeto Todo Mundo Dentro, que visa integrar cinco segmentos discriminados pela sociedade: mulheres, negros, homossexuais, aidéticos e portadores de deficiências físicas.

Mas não tem sido mole, não.

Foto acima de Beto Felicio.

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